4 de set. de 2007

O mundo que nos resta: O Mundo Aparente

 

Pois é, o nosso querido amiguinho, Nietzsche, fez uma crítica a falta de sentido histórico da filosofia e ao egipcismo dos filósofos tradicionalistas. Pois estes filósofos idolatram conceitos, e os empalham, como se fossem múmias conceituais. Nietzsche aponta esse erro em “O Crepúsculo dos Ídolos”. Para ele, os filósofos precisam e tem necessidade de um engano, o que provém da sensibilidade, sendo ArquivoExibirque a historia é a crença nos sentidos reais, ou seja, crença na mentira. Dizer não aos sentidos seria dizer não a humanidade. A ciência é aceitação dos sentidos. Para Heráclito os sentidos não mentem, o mundo aparente é o único, o mundo verdadeiro é um mundo acrescentado uma criação. A razão falsifica os sentidos. Nietzsche contrapõe Heráclito e Parmênides no sentido do movimento, onde que para Heráclito tudo é movimento e Parmênides a negação do movimento. E que para Platão o movimento está relacionado ao mundo sensível e o não-movimento ao mundo inteligível. Nietzsche se mostra contra esta dicotomia sobre o mundo verdadeiro e o mundo aparente. Nietzsche quer mostrar que só há ciência quando apreendemos a amar os sentidos, no sentido da afirmação dos sentidos. Ao contrario da metafísica, Teologia, Psicologia ou Teoria do conhecimento que de certa forma negam a realidade na sua profundidade. A confusão entre o primeiro e o último como critica ao vir-a-ser. Se é, é porque sempre foi, e não “chegou” a ser. Denotando que o Bem, o Belo, o incondicionado, não podem ter se tornado, pois a causa primeira é a causa de si. A questão da linguagem mostrando que o a idéia de ser deriva do “eu”. O “eu” como consciência, um sujeito distinguido do mundo, no transmundo Critica a razão “divina” dos filósofos que faz os homens serem o que são. A linguagem é a grande enganadora. Enquanto acreditarmos na gramática não estaremos livres de Deus. Nietzsche inicia uma discussão ao colocar que criar fabulas não vão ajudar e só provocam o “apequenamento” e restando como última alternativa criar uma ilusão sobre uma transvida melhor. O caminho seria o mundo aparente, dos sentidos. Pois este tem mais a ver com a realidade. Mesmo que para isto se fale como o artista de uma maneira trágica, dionisíaca.
O que Nietzsche pretende mostrar é que a verdade está no sujeito. E que o mundo verdadeiro está mais accessível para os virtuosos, como no caso o filosofo. Porém, este mundo verdadeiro ainda é inaccessível, pois ele aponta uma critica culposa a Kant por sua pretensão em conhecer o mundo real e os limites desse mundo. E vai além dizendo que além de inaccessível este mundo é desconhecido. E que é inútil tentar conhece-lo. E por tentar alcançar a idéia deste mundo verdadeiro perdemos o mundo aparente que era o único mundo que nos restava.

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